segunda-feira, janeiro 23, 2006
Lá e cá
sábado, janeiro 14, 2006
Tudo sob controle
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Poucas e boas
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Duas
sábado, dezembro 17, 2005
Atualização
- Torpor - overdose sem contra-indicações.
Clica e Vai
- Juca Kfouri - porque futebol é coisa séria.
- Observatório - porque jornalismo também é.
Profeta
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Do baú
Em novembro de 2000, a extinta revista República trouxe uma entrevista com Mino Carta por ocasião do lançamento de seu livro O Castelo de Âmbar. Como sempre, Mino desfechou ataques ferinos aos barões da imprensa brasileira.
"Como não tenho raiva do velho Frias (Octávio Frias de Oliveira, da Folha de S. Paulo), colaborei com a Folha em duas oportunidades, e ele sempre teve comigo um comportamento impecável. Tenho problema com o Otavinho (Otávio Frias Filho) porque o Otavinho é uma besta, um ser subdoloso e eventualmente mau. São tantos recalques nele que ele pode ser muito mau."
Frias Filho se manifestou sobre a frase e, na mesma edição, o trecho da matéria que introduzia a entrevista trazia o seguinte comentário dele: "Não tenho respeito moral nem intelectual por Mino Carta, que considero uma mediocridade emplumada. A obsessão desse sujeito comigo é assunto para psiquiatras".
Na edição de dezembro de 2000 da também extinta(mas essa infelizmente) Bundas, Mino Carta concedeu uma entrevista na qual explica que a origem de seus problemas com Frias Filho se deu em uma mesa redonda da SBPC da qual participaram, quinze anos antes. Ele afirmara que um dos problemas do jornalismo brasileiro era a presença de diretores de redação por direito divino. Segundo ele, não teve a intenção de ofender Frias Filho, mas apenas chamar a atenção para uma prática brasileira que não existia na imprensa de nenhum outro lugar do mundo.
Tempo depois, Frias Filho publicou um artigo afirmando que Mino tinha algum "problema psiquiátrico". Mino respondeu em o Diário do Grande ABC, mas seu artigo foi censurado. Conta ele:
"Tendo a crer que o foi por causa do senhor Otavinho. Eles devem ter ligado para ele, como fizeram agora meus entrevistadores na revista República. Quando se fala de caras da comunicação, eles ligam. Eu já vi entrevistas que tinha resposta na edição seguinte. Lógico, evidente. Mas contemporaneamente? Eu dei a resposta e eles ligaram e perguntaram: 'Otavinho, o que você tem a dizer a respeito?'
Procuraram o Roberto Civita (*), que disse uma besteira qualquer. Agora o outro, não. Voltou à carga e disse que 'não tem respeito intelectual nem moral' por mim, que eu sou um 'intelectual emplumado'. Acho que quanto ao respeito intelectual ele tem toda a razão, eu mereço isso. Agora moral? Não dá.
Ziraldo [provocando]: Pois é, mas você falou que ele era uma besta.
Mino: Mas não uma besta porque ele seja um cretino. Não acho que ele seja um cretino. Falei uma besta, assim, como quando a gente diz [largado, espontâneo] 'aquele cara é uma besta!' Mas é um cara que dá nota todo mês aos repórteres, e afixa num quadro. É de uma maldade sublime. Todos os rapazes que chegam perto dele e galgam postos, e tal, ele acaba devorando. Todos, todos."
(*) Roberto Civita também é citado na entrevista de República.
Cartilha
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Insone
segunda-feira, novembro 28, 2005
Apelo
Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
quarta-feira, novembro 23, 2005
Professor procura II
terça-feira, novembro 22, 2005
Professor procura
Ser professor é a segunda coisa que sei fazer melhor na vida (a primeira é jogar dominó). Gosto da profissão. Chatos são os professores. O número de xícaras numa sala de professores explica-se pela quantidade de pessoas com a profundidade de pires que circulam por lá. Está aí S. que não me deixa mentir.
Por falar em S. , já que andamos estabelecendo novos contatos no orkut, meu atual hobby é visitar comunidades dedicadas aos professores e discussões sobre a docência. E descobri que não existe uma comunidade chamada Pérolas dos Professores. Uma pena.
segunda-feira, novembro 21, 2005
Desculpas
quarta-feira, novembro 09, 2005
Pobre Marianne
domingo, novembro 06, 2005
PSN
sexta-feira, novembro 04, 2005
Bem-vindo
segunda-feira, outubro 31, 2005
domingo, outubro 30, 2005
O momento oportuno
Sou incapaz de elaborar uma lista de dez livros mais marcantes. Porque se não chegarem a dez, passo por ignorante e se ultrapassarem dez, parecerei um esnobe. No fundo, não quero escolher os dez e me arrepender uma semana depois quando o estrago estiver feito.
- Sidney Sheldon?
- Eu posso explicar.
- Credo!
* * *
Memórias Póstumas de Brás Cubas certamente entraria para a lista. As inovações e o fino humor machadiano esculpiram capítulos antológicos como O Velho Diálogo de Adão e Eva. Ou como o capítulo seguinte intitulado O Momento Oportuno, no qual Brás Cubas se pergunta o porquê de seu caso com Virgília não ter vingado da primeira vez e anos depois estarem apaixonados. Uma vez que não aparentavam diferenças substanciais em relação ao que foram, ele deduz que aquele se tratava do momento oportuno. Afinal, a oportunidade também faz o amor.
De forma análoga, nesse final de semana corre uma história contada por dois ex-assessores, um dos quais já havia envolvido membros do governo em outras denúncias, recheada de acusações contra um partido, um governo e um país estrangeiro pelos quais nunca se nutriu qualquer simpatia, publicada pelo semanário ícone da responsabilidade e ética jornalísticas na mesma semana em que a oposição desceu do salto e declarou guerra aberta ao governo.
Não apenas "parece verossímil" como também muito oportuno.

