domingo, janeiro 07, 2007
Descobertas
Nesse final de semana ouvi o soberbo The Heart of Saturday Night do Tom Waits, experimentei o primeiro alfajor Havanna da minha vida e ainda tento reorganizar a diagramação do Tutti depois de descobrir que perdi alguns links. 2007 promete.
sábado, janeiro 06, 2007
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Cadafalso
A grande notícia do período em que estive fora foi a execução de Saddam Hussein. Não deve ter sido muito agradável acordar no dia 31 e ver fotos dele com a corda no pescoço. Até o Human Rights Watch condenou o julgamento. O governo Bush cumpre a promessa de levar a democracia para o Iraque. Começando pelo Velho-Oeste.
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Algumas mudanças feitas no Tutti saíram do controle. Vai demorar para ajeitar tudo.
terça-feira, dezembro 26, 2006
Personalidade do ano
Por tudo que não deveria ter sido e que foi, Cláudio Lembo é minha personalidade do ano.
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"É possível."
(Cláudio Lembo respondendo se era verdade que
havia se casado virgem, no programa do Jô.)
sábado, dezembro 23, 2006
domingo, dezembro 17, 2006
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Farra
Via lei de incentivo, uma empresa consegue abatimento no imposto de renda sempre que patrocine atividades culturais, o que na prática permite que ela recupere o dinheiro gasto. Ou seja, quem paga é o poder público. Mesmo no caso de um evento proibitivo para a maioria dos contribuintes, exemplos não faltam, quem paga o espetáculo é o poder público e quem posa de mecenas é o poder privado.
Como lembra a Anna, os atletas que lutam por leis de incentivo para estimular o patrocínio ao esporte nacional estão com a razão e os artistas que reagiram preocupados também. Resta saber quais serão os critérios estabelecidos para investimento. Não custa lembrar que os bingos continuam fazendo fortuna enquanto o esporte mendiga. E os clubes de futebol resistem a duas temporadas na série C, mas não a uma auditoria da receita.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Destino
O Inferno não me parece adequado para Pinochet. Talvez ele se sinta confortável demais por lá.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Tédio, mau humor...
Duas semanas de ausência quase justificadas. Com o fim da Copa, das eleições e do campeonato - não necessariamente nessa ordem, visto que o título do São Paulo correu mais seguramente do que os outros dois eventos - 2006 acabou e vai nos entediando porque não sabe que já é tempo de ir embora.
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Se Lula é um líder messiânico, Michel Temer e a ala oposicionista do PMDB comportam-se como São Tomé.
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Revistas: a Piauí é mesmo muito boa! A Rolling Stone é mesmo muito ruim!
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O culto à interdisciplinaridade continua fazendo vítimas. Até a FUVEST embarcou na onda esse ano. Mas de onde venho questão sobre reprodução de bactérias que o aluno resolve fazendo uma progressão geométrica ainda é questão de matemática.
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A partir da próxima semana em São Paulo, ônibus= R$ 2,30 (15% de aumento), integração ônibus-metrô= R$ 3,50 (16,7% de aumento). Depois perguntam por que não dou a mínima para o caos nos aeroportos.
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Gostaria de conhecer os ilustríssimos brasileiros e seus cérebros avantajados que propuseram o comércio de pães por quilo. Além de não ser possível saber se o dinheiro levado para a padaria/supermercado é suficiente para a compra, a medida decretou a extinção do pão francês, que agora pesa como o italiano.
Proposta de ação direta contra a medida (idéia do meu irmão):
- R$ 0,50 de pãezinhos, por favor.
segunda-feira, novembro 13, 2006
Novidade
É fato que hoje somos/fomos governados por um comunista, ou o mais próximo que já pudemos chegar disso. Mas é bom não esquecer que durante oito anos fomos governados por um acadêmico de formação marxista.
sábado, novembro 04, 2006
sexta-feira, novembro 03, 2006
Choque de gestão
Os jornais da província decidiram usar a mesma foto e a mesma legenda nas edições de hoje. Como também costumam publicar semelhantes pontos-de-vista e as matérias não trazem mais qualquer diferença, sugiro a união das redações. As empresas dariam exemplo de eficiência ao governo cortando gastos, economizando matéria-prima e ampliando participação no mercado. As medidas permitiriam a liquidação das dívidas das antigas empresas e aumentariam a capacidade de investimento do setor. Evidentemente, tais medidas deveriam ser acompanhadas por um amplo programa de demissões. Como a redução do número de funcionários elevaria os índices de desemprego, de saída o novo jornal já teria uma semana de matérias garantidas para descer o sarrafo no governo.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Mal das asas
No ano de centenário do vôo do 14 Bis ocorreu de tudo. Pane e queda de helicópteros, queda de porta de avião, falência da Varig e o maior acidente da história aérea brasileira. De desgraça em desgraça, agora o colapso do sistema aéreo: atrasos, as longas filas e os suspeitos de sempre, que nesse caso atendem pelo nome de controladores. Santos Dumont merecia homenagem melhor.
terça-feira, outubro 31, 2006
Acachapante
Diversos artigos hoje sobre a eleição e dentre os muito bons, vale a pena esse do Marcos Coimbra do Vox Populi.
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Alckmin realizou a façanha de perder 2,5 milhões de votos no 2º turno, enquanto Lula, com os 58,3 milhões de votos de ontem, obteve a maior votação de um presidente no Ocidente (o recordista anterior era Ronald Regan, com 54,5 milhões de votos em 1984). E teve gente perguntando se Alckmin iria contestar a vitória de Lula na justiça eleitoral.
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Alguns ficaram mesmo muito abatidos: o Estadão publicou a mesma foto de Guido Mantega e Henrique Meirelles duas vezes hoje, nas páginas 5 e 7 do caderno especial sobre as eleições. E o âncora atrapalhou-se todo na apresentação do Jornal da Globo agora à noite, atropelou a jornalista com quem divide a bancada e não conseguia disfarçar o mal-estar.
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O PFL demonstra mais uma vez a importância do amamentação: parou de mamar, não cresce. Na verdade, alguns pefelistas já perceberam que a aliança com o PSDB deu o que tinha que dar. Mesmo porque o deslocamento do tucanato para a direita empurra o PFL para fora do cenário político nacional. Elegeu menos deputados que em 2002 e apenas um governador, José Roberto Arruda no Distrito Federal. Não à toa, um ex-tucano.
domingo, outubro 29, 2006
Passamento de Inês
Marco Aurélio foi o nome da eleição. O Mello pela bobagens ditas; o Garcia pelas evitadas.
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Existem canalhas em qualquer lugar. Na família, entre os vizinhos, entre os amigos, no trabalho, na rua, no restaurante, no governo, no espelho – ninguém está totalmente livre do convívio com um canalha. Os canalhas mais preparados têm desculpas na ponta da língua para justificar suas canalhices. E há sempre gente honesta defendendo canalhas, talvez apenas porque faz parte da mesma família, mora no mesmo prédio ou tem a mesma profissão que o canalha e teme ser confundido com ele. Compreensivelmente quer evitar generalizações.
Mas não exagera, Dines. Não exagera.
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Magalhães, Sarney... 2006 não foi um bom ano para as dinastias políticas do país. Com exceção de São Paulo, claro, que mantem a sua firme e forte.
quarta-feira, outubro 18, 2006
Pois é
Surya, parece que Alckmin não vai ganhar a eleição e portanto nunca vamos saber se ele está, em bom tucanês, faltando com a verdade. Suas promessas de acabar com a reeleição e não privatizar as estatais restantes seriam difíceis de engolir ainda que as registrasse em cartório, dada a relação esquizofrênica que o tucanato mantêm com o que eles mesmos escrevem.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Assim é se lhe parece
Os tucanos comemoram o desempenho de Alckmin no debate como se ele houvesse derrotado Lula e não precisasse mais haver eleição. Seria o ideal, claro, mas temos que ir devagar e respeitar o mínimo de protocolo, gente. Como por exemplo no caso de abertura de um processo de impeachment, que misteriosamente desapareceu do bico tucano-pefelista desde que Alckmin assegurou a realização de segundo turno.
As comparações entre o debate e uma luta de boxe também são injustas. Em primeiro lugar, porque o boxe é a "nobre arte" e depois da anunciada aposentadoria de Popó o esporte já sofreu baixas demais nessa semana e por isso merecia mais respeito dos analistas. Entretanto, se querem mesmo enveredar pelo tortuoso caminho, não custa lembrar que Alckmin já havia sido chamado de Desafiante pela prestidigitadora Veja, revista que se comporta como o Don King do candidato. E se realizado semanas atrás, poderíamos ter confundido o debate da Band com o The Contender transmitido pela Rede TV. Não pelo boxe, mas pela dublagem ruim do tal desafiante.
Por fim, aqueles que se surpreenderam com o comportamento agressivo de Alckimin nunca prestaram muita atenção nele. Alckmin sabe que aquele discurso de padre de paróquia adotado no primeiro turno não vai tirar a diferença de votos contra Lula. Mas se engana quem pensa que ele se esforça para fazer o papel de brucutu. Quem teve Tiranossaulo como secretário de segurança pública dispensa apresentações.
domingo, outubro 08, 2006
terça-feira, outubro 03, 2006
Delegado fotógrafo
... e os jornalistas amestrados:
Silêncio absoluto sobre as circunstâncias do vazamento das fotos do dinheiro. Exceções: matéria da Carta Capital (Duas trincheiras) e um artigo do Luiz Weis no Observatório.
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